quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

MUITA FOLHA, POUCO FRUTO!





(as três árvores da frente na foto foram a origem da conversa)


Neste último sábado em conversa com o engenheiro agrônomo que nos orienta, eu perguntava porque algumas árvores frutíferas da propriedade não produziam seus respectivos frutos, qual não foi minha surpresa ao ouvir que a planta que está muito viçosa, cheia de vigor e folhas, exalando seu verdor, não produz fruto!!!

Como assim? Perguntei. Ele respondeu, as plantas produzem flores e frutos pela necessidade de perpetuarem suas espécies, então, se está tudo muito confortável para elas, não há a necessidade imperiosa de frutificar, sua espécie não está em risco...

Aconselhou-me então a causar algum sofrimento ás árvores para que isto as estimule a produzir fruto... nada exagerado, apenas pregar alguns pregos de forma que a árvore “perceba” a necessidade de se perpetuar.

Tal como as plantas, corremos o risco de estarmos com uma folhagem exuberante e sem frutos, os confortos e a acomodação com o curso da vida, nos dão a falsa sensação de segurança, e deixamos de nos importar com a perpetuação de nossa espécie... talvez estejamos necessitando uma dose de sofrimento!

Sofrimento é uma coisa que nenhum de nós deseja, mas observando minha própria trajetória, é perceptível como os tempos de  dor e sofrimento, geraram os períodos de maior frutificação e amadurecimento pessoal, teria muito que dizer a este respeito mas fica para outra conversa.

Salmo 119;71

Foi-me bom ter passado pela aflição, para que aprendesse seus decretos.


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

UMA AÇÃO DE MARKETING MUITO BEM SUCEDIDA!




No livro de Genesis, capítulo 3, é relatada a primeira ação de marketing da história humana.

Haviam ali os elementos essenciais;

Um diretor de marketing determinado a vender seu produto, a serpente.

Uma consumidora potencial ávida por novas experiências; 
Eva.

Um produto sedutor, o fruto da árvore.

Uma oferta tentadora junto com o produto, um estilo de vida...conhecimento do bem e do mal;

Um preço a ser pago... convenientemente mascarado;

Um público a ser alcançado; Adão.

Imagino que a serpente, com toda sagacidade, aproximou-se de Eva e iniciou uma agradável conversa. Atraiu sua atenção e ativou a sua cobiça. Eva na verdade não precisava daquele fruto, poderia comer de qualquer outra árvore, o problema não era fome... o que a atraiu foi o resultado de provar aquele fruto. A promessa da serpente era de que ao fazer isto Eva se tornaria como Deus, conhecedora do bem e do mal...
Opa! Que oferta tentadora!!! Mas observe, Eva já era imagem e semelhança de Deus, então a serpente tentou-a com algo que ela já tinha, e portanto, não precisava!!! Ou seja seria algo mais ou menos assim, você terá mais daquilo que você já tem! Uau!!!

Para conseguir seu intento a serpente arrumou a primeira vitrine da história, e apresentou aquele fruto como “boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento,” como resistir a uma oferta tão vantajosa, locupleta os desejos do estômago (concupiscência da carne), desejos da alma (concupiscência dos olhos) e os desejos da mente (soberba da vida), qualquer semelhança com nossas lojas, não é mera coincidência...

A investida foi fatal, nossa consumidora não resistiu, comeu e iniciou sua estratégia de multiplicação de níveis de consumidores. Imediatamente pegou o fruto e deu a seu marido, assim se iniciou a primeira rede de marketing multinivel, de extremo sucesso, segue fazendo adeptos a pleno vapor em nossos dias.

Os resultados de tudo isto são vistos até hoje, e se repetem a cada dia, o diretor continua nos oferecendo produtos que , na verdade, não precisamos, com vantagens que não desfrutaremos, por um preço que não poderemos pagar...

Fique esperto!

domingo, 4 de fevereiro de 2018

CADA UM NO SEU QUADRADO..







Há bem pouco tempo uma música fez bastante sucesso e seu refrão é:

 ” Eu disse ado-a-ado!
Cada um no seu quadrado!
Ado-a-ado!
Cada um no seu quadrado!

Ouvi algumas vezes este refrão e hoje resolvi ver a letra inteira, a primeira estrofe diz;

"-Aí galera!
Tô chegando
Com a dança do quadrado!
Pegue seu quadrado
E quem pisar na linha
Vai pagar prenda, hein?
Vamos juntos!"

As demais estrofes, convidam os presentes para pegarem seus quadrados e dançarem, cada um em seu respectivo quadrado.
Já há algum tempo tenho observado que mesmo aqueles que insistentemente se dizem , ou são considerados, “fora da caixa (quadrado)”, na verdade possuem seus próprios “quadrados” e vivem neles. É certo que às vezes são “quadrados” um tanto diferentes dos demais, mas, em última análise são, “quadrados”. Tem diferentes tamanhos, cores, texturas, brilho etc... mas são em essência “quadrados”...

Não vejo nenhum problema nisto, desde que não nos enganemos pensando sermos de uma classe iluminada, que vive fora do quadrado. Ou que somos os salvadores da pátria com a missão soberana de livrarmos os demais de seus “quadrados”, para coloca-los em nossos próprios “quadrados”...

É bom nos lembrarmos sempre que o fato de sermos “fora da caixa (quadrado)”, não significa que sejamos absolutamente “fora de qualquer caixa (quadrado)”...


Uma boa dose de esvaziamento pessoal e de humildade, nos livrará deste complexo messiânico e de nós mesmos.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

QUE TAL UMA FEIJOADA?



QUE TAL UMA FEIJOADA?

Ouvi esta ilustração de um irmão pregando sobre o texto de I Pe 1: 3-11.

por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. 10 Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. 11 Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Muito me chamou a atenção a simplicidade e praticidade da ilustração, vejamos.

Para fazermos uma feijoada, são necessários vários ingredientes, a começar obviamente, pelo feijão, depois vamos acrescentando os mais variados itens que enriquecerão a nossa feijoada, tendo ao final um delicioso prato que supre amplamente os comensais.

Como isto se aplica ao texto?

O elemento essencial é a fé, o que é fé? Ora dirão, fé é a certeza das coisas que se esperam... sim, por certo, mas sejamos mais específicos, a fé aqui mencionada é a convicção da obra realizada por Cristo para nos limpar de todo pecado e nos dar uma nova vida. Fé é aquilo que nos impulsiona à ação, à mudança.

E os demais ingredientes? 

Virtude; disposição constante do espírito que induz a exercer o bem e evitar o mal. É algo que vem do íntimo, força moral e espiritual necessárias à permanência em Cristo.

Conhecimento; entendimento, inteligência, saber. Disposição de estudar e compreender as escrituras, e a própria vida, para melhor compreensão dos fatos da vida e ser mais útil ao próximo.

Domínio próprio; temperança, auto controle, auto disciplina, capacidade de se dominar diante de qualquer circunstância, conter seus ímpetos e instintos a bem de todos e de alcançar os propósitos estabelecidos.

Perseverança; estabilidade, constância, tolerância, qualidade da pessoa que não se desvia de seu propósito e de sua lealdade a fé e a piedade, mesmo diante de provações e sofrimentos.

Piedade; devoção, reverência, fidelidade à Deus, tudo aquilo que fazemos para cultivar nosso relacionamento com Deus, oração, meditação, jejum, ofertas, toda manifestação prática de nossa fé.

Fraternidade; relacionamento de irmãos, considerar como irmãos, amor expressado entre irmãos, sentimento de família, consideração, respeito. Cooperação entre irmãos.

Amor; ágape, refere-se ao amor de Deus, incondicional por todos os humanos. Este tipo de amor é o vínculo da perfeição, explanado em ICo13, aqui não importa mais se são irmãos ou não, ama-se por que Deus amou primeiro.

Iniciamos com fé, finalizamos com o amor (ágape), este é o caminho da perfeição, assim, segundo o apóstolo, nossa caminhada será frutífera, seremos operantes e nossa entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador jesus Cristo, será amplamente suprida!!!

Mãos à obra!


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

NUMA OU EM OUTRA?







NUMA OU EM OUTRA?

Em minha época de universitário, tive um professor de introdução à sociologia, que quase deu um nó na minha cabeça, (infelizmente outros colegas não conseguiram se livrar completamente dos ensinos dele...) contudo, como já havia sido encontrado por Deus, fui liberto das garras de sua ideologia...

Algumas coisas que este professor disse, no entanto, eram bem verdadeiras e marcaram a minha forma de entender os fatos que nos cercam.

Àquela época era comum se dizer, “estou numa”, ou “não estou nesta”, referindo-se à uma forma de pensar, ideologia, filosofia, ou entendimento pessoal sobre alguma coisa, ou mesmo todas as coisas (com toda humildade peculiar a jovens universitários)...

Certo dia o professor saiu com esta; “não importa se você está em uma, ou em outra, de toda forma, você está em alguma!

Tenho observado o quanto esta afirmação ainda faz sentido, embora nem saiba que termos se utilizem para algo semelhante hoje...

Muitas vezes me vejo criticando “esta” ou “aquela” e ao fazê-lo estou me igualando a ambas, apenas citando uma “outra”,, que a bem da verdade, nem é tão outra assim...

Uma boa dose de humildade pode nos livrar de todas “estas”!

Disse o Mestre “tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para vossa alma”! Mt 11;29

Que possamos estar todos na “dEle”.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

RELIGIOSO, EU?




RELIGIOSO, EU?

Certo dia andava eu por uma praça, conversando com um bom amigo e irmão em Cristo, e nosso assunto acabou girando em torno da religião e da religiosidade...

Foi quando me veio a seguinte frase ao pensamento; “religioso é todo aquele que entende, e ou, pratica a piedade de forma diferente da minha”. Ou seja, tem algum tipo de liturgia que não confere com a minha.

Ah! você me dirá, eu não tenho uma liturgia! Não mesmo? Eu não sou religioso! Certamente acompanhado da indignação própria dos religiosos...

O fato é que em nossas afirmações preconceituosas, o outro é o problema, nunca eu mesmo!

Não me recordo de ter ouvido alguém dizer, com o verbo no presente, eu sou um religioso, em sentido negativo, como aquele que segue ritos e tradições, sem ter vínculo com uma fé viva. Normalmente nos baseamos em uma série de atitudes exteriores, que em nada alteram a natureza de nossas inclinações mais interiores...

O Cristo deu a isto o nome de HIPOCRISIA!!!

Preocupa-se com aparências e práticas exteriores, e não se cuida do coração e motivações interiores.

Triste realidade a nossa, incapazes que somos de vermos o nosso próprio estado.

Pense na seguinte possibilidade, peça àqueles que estão no seu convívio para dizerem sinceramente se você parece um religioso, você pode se surpreender como os outros te veem.

“Tira primeiro a trave que está no teu olho!” Mt 7;5

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

AFERRAR-SE OU ESVAZIAR-SE?







AFERRAR-SE OU ESVAZIAR-SE?

Certa ocasião, após participar de várias conversas sobre temas importantes, abordadas por homens muito sérios, comprometidos com o Reino de Deus, veio-me ao pensamento o texto de Fp 2;6

“Sendo Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que deve-se se aferrar...”

Comecei a pensar, se ser igual a Deus, não foi o bastante para Jesus se aferrar, o que seria?

O que poderia haver de mais importante nesta terra, do que ser igual à Deus?

Se meu pensamento fizer sentido, o que haveria em nossas vidas a se comparar com este fato? Por que então nos aferramos tão ferozmente a interpretações, conclusões, ideais, métodos, práticas, compreensões, exegeses, doutrinas, entendimentos, ideologias, tradições, etc... À ponto de nos separarmos, excluirmos de nosso relacionamento os que pensam diferente, promovermos verdadeira caça às bruxas nos tempos modernos, ofendemos, ficamos ofendidos, requeremos coerência, somos incoerentes, queremos prevalecer sobre nossos semelhantes, quando Ele se humilhou, vestiu-se de servo, tornou-se semelhante ao homem...

Impressionante pensar que Deus se fez homem, e nós queremos nos fazer deus...

Estamos aferrados demais em nossa filosofia, para termos tempo e disposição para ouvir e fazer o que  Cristo fez, esvaziou-se.

O que aconteceria se iniciássemos um novo tempo em nossas vidas, se ao invés de tentarmos prevalecer sempre em nossos relacionamentos, sempre preocupados em defendermos nossos pontos de vista, escondidos debaixo duma capa de piedade e integralidade de fé bíblica, nos vestíssemos com roupas de servos, tomássemos uma bacia e uma toalha e lavássemos os pés de nossos semelhantes?

E se deixássemos o ambiente estéril das discussões bíblicas intelectualizadas, arregaçassemos as mangas das camisas e puséssemos nossas mãos e mentes às obras, em prol dos necessitados dos mais básicos serviços?

Se descessemos de nossa “autoridade espiritual “e agissemos como o menor de todos os servos, seguindo assim a prática do mestre, o que aconteceria?

Que resultados surgiriam em nossas comunidades, se deixassemos de nos aferrar a tantas coisas (inclusive ministérios) e assumissemos definitivamente a postura de servo de todos?


Afinal não é este o ministério?

MUITA FOLHA, POUCO FRUTO!

(as três árvores da frente na foto foram a origem da conversa) Neste último sábado em conversa com o engenheiro agrônomo...